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MARROCOS | ROTEIRO DE SEIS CIDADES EM SETE DIAS

Vamos partilhar convosco o nosso roteiro das seis cidades que visitámos durante sete dias de viagem a Marrocos:

  • Chefchaouen
  • Fez
  • Meknès
  • Rabat
  • Casablanca
  • Marraquexe
Esperamos dar-vos vontade de viajar até este lado colorido do mundo.

# Dia 1 - Marraquexe

Chegados ao aeroporto de Menara-Marraquexe é preciso preencher um formulário de desembarque, disponível antes de chegarem ao controlo de passaportes e que é necessário apresentar nessa altura.

Como sair do aeroporto?

Et voilá, saímos do aeroporto na esperança de caminhar em direcção ao riad, mas decidimos que seria melhor negociar um táxi, não fôssemos nós perder-nos.

Os taxistas todos em cima de nós a perguntar se queríamos um táxi. O de voz mais grossa, lá conseguiu abafar o som dos outros e disse que o valor eram 150 Dirhams. Nós insistíamos em 100. Ele não queria, porque alegava que de noite os preços aumentavam. Recusámos e virámos as costas. Ele veio atrás de nós e disse que aceitava os 100. Em Marrocos tudo é negociável! E negoceiem sempre antes de entrar no táxi.

Onde dormir?

Depois de meia hora para o rapaz do táxi tentar decifrar onde se localizava o riad, que ficava só a 2kms, lá chegamos ao Riad les Deux Golfs & Spa.

#Dia 2 - Marraquexe/Chefchaouen

Rent a Car

Tínhamos a reserva do carro marcada no aeroporto para as 8h e negociado previamente com o taxista da noite anterior que nos fosse buscar.

Dirigímo-nos às chegadas, onde todos os motoristas se concentram e deveríamos ter alguém à espera com um cartaz da rent a car. Nada. Passados 20 minutos…nada! Ligámos para o número da reserva e ninguém atendeu. Decidimos aguardar e às 9h lá apareceu uma rapariga com uma folha e um colete da LocationAuto.

Direção: Chefchaouen!

Saímos com uma hora de atraso face ao planeado. Decidimos parar no Carrefour de Marraquexe e abastecer-nos para a viagem, que demorou pouco mais de 8h.

Chegámos a Chefchaouen ao fim da tarde.

Onde dormir?

Fizemos o check in no Puerta Azul, um hotel super pitoresco fora das muralhas da cidade.

Onde comer?

Procurámos um sítio para comer e relaxar, enquanto a noite caía e começava o rebuliço na cidade. Para a primeira refeição de comida tradicional marroquina escolhemos o restaurante Sindibad.

#Dia 3 - Chefchaouen/Fez

Depois de mais um pequeno almoço marroquino, do qual começámos a ficar fãs, saímos do hotel para explorar a Medina e ver durante o dia o que o rebuliço da noite não tinha deixado.

O que visitar?

Perdemo-nos dentro da muralha, porque é impossível conhecer Chefchaouen se não se derem ao luxo de caminhar sem direção. Esqueçam roteiros definidos e mapas. A verdadeira beleza da cidade está no facto de poderem caminhar lentamente, sem a pressão dos comerciantes como em outras cidades marroquinas. Ali, o povo sabe que o maior trunfo deles é esse, é deixarem os turistas caminhar livremente, apenas com um “bom dia” ou um “olá”.

Recolhemos os cinquenta tons de azul mais bonitos que alguma vez vimos.

E a viagem de oito horas de carro fez todo o sentido.

Direção: Fez!

A viagem demoraria 4h. Parámos numa estação de serviço a meio caminho entre Chefchaouen e Fez. A típica bomba de gasolina com uma lojinha cheia de chocolates e batatas fritas. Ao olharmos mais atentamente, vimos mais à frente uma banca de pedra, tipo os nosso mercados antigos, cheia de carne. Duas senhoras cozinhavam tagines gigantes e o cheiro era incrível. Pedimos uma porção de peito de frango, da qual fizeram umas espetadas que estavam divinais. Foi a refeição mais barata que fizemos em Marrocos. Pagámos 6€ por oito espetadas, pão, água e salada marroquina. Um pechincha certo?

Como chegar ao Riad?

Chegados a Fez, decidimos deixar o carro num parque junto à muralha da cidade e sair, sem malas, à procura do nosso riad. Conselho: peçam sempre um transfer ao vosso hotel/riad para não perderem tempo. Fez é um autêntico labirinto a céu aberto. Ainda hoje estaríamos à procura do hotel se nos fôssemos a guiar por mapas.

Recusámos várias orientações de pessoas que não sabíamos bem se nos iam ajudar ou enganar. Lemos algumas histórias de turistas enganados por estes esquemas. No entanto, já no desespero, lá fomos atrás de um miúdo que sabia dizer onde ficava o nosso hotel. Eu não estava a confiar nele e o João ia atrás do miúdo sem pensar duas vezes. Enquanto eu resmungava, a dizer que o miúdo nos ia enganar, houve um rapaz, sentado na escada de uma casa que ficava por baixo de umas das mil passagens labirínticas da cidade, que falou qualquer coisa com ele. De seguida disse-nos, amavelmente, que ele nos ia levar ao sítio certo e podíamos confiar. Confesso que se não fosse o rapaz não ia acreditar no miúdo.

Onde dormir?

Check in feito no Hotel & Spa Dar Bensouda.

Onde comer?

Depois de termos perdido o resto da tarde debaixo dos 40 graus tórridos de Fez, só queríamos relaxar e aproveitar a piscina. Escusado será dizer que acabámos por jantar no hotel, dispostos a acordar na manhã seguinte e dar uma oportunidade a Fez.

#Dia 4 - Fez/Méknes

Os percalços de uma viagem…

Mas nessa manhã, o João estava cheio de dores no ouvido. A medicação que levámos não era suficiente para uma possível infeção. Pedimos no hotel que nos arranjassem medicação extra numa farmácia local e o resto da manhã foi passada a ver se as dores acalmavam. Chegada a hora do check out, o calor já era tanto que não era de todo confortável para o João andar com dores a passear por Fez. Decidimos seguir em direção a Meknès. Fez terá de ficar para uma próxima!

Direção: Meknès!

Chegados a Meknès, depois de uma hora, deixámos o carro num parque ao pé do Portão Bab Mansour, um das portas de entrada da cidade.

Os 39 graus que se faziam sentir àquela hora não ajudavam, nem às dores do João, nem a conhecer a cidade, por isso isso decidimos fazer o check in no Riad El Ma. A medina de Meknès é muito mais pequena e organizada que a de Fez, por isso foi fácil encontrar o riad.

Não podemos dizer que a experiência foi boa, porque estaríamos a mentir. O riad tinha tudo para ser perfeito e lindíssimo se estivesse tratado e limpo. A zona da piscina e o terraço não eram propriamente agradáveis. A suposta piscina era apenas um tanque com água parada. Se a nossa ideia era relaxar e refrescar-nos um pouco para tentar suportar o calor, não foi nada disso que aconteceu.

O que visitar?

Decidimos caminhar sem direcção dentro da medina, porque achámos que seria engraçado depois da experiência em Fez. Precisávamos de comprovar a nós próprios que ainda tínhamos algum sentido de orientação.

Os sítios que visitámos foram a Mesquita Djemaa Beruaine, localizada perto da porta Bab Berdaine e o Quarteirão das Bobines. Neste bairro, existem inúmeras lojas de costura, onde vimos os artesãos a criar os trajes típicos marroquinos. O que mais poderia querer um costureiro? Carros de linhas de todas as cores. Daí o nome deste quarteirão. As lojas que vendem linhas têm-nos expostos de uma forma meticulosa em degradé.

Chegámos à Praça El-Hedim e ficámos um pouco para ver a típica agitação a começar a crescer. Esta praça fica em frente do Bab Mansour, o portão mais conhecido de Meknès, mandado construir pelo sultão Mulei Ismail. Saímos da muralha em direcção à Praça Lalla Aouda e ficámos só a desfrutar as cores do sol Marroquino naquela muralha de uma antiga capital.

Onde comer?

Uma das melhores refeições que fizemos em Marrocos foi no  Ya Hala. O restaurante é a sala de estar da casa do proprietário. Comida típica feita na hora e extremamente saborosa e bem confecionada.

#Dia 5- Méknes/Rabat/Casablanca

Direção: Rabat!

Fizemos o check out bem cedo e seguimos em direcção a Rabat. A viagem demorou cerca de duas horas. Deixámos o carro num estacionamento perto do Casbá (Castelo) dos Oudaias.

O que visitar?

Rabat, a atual capital de Marrocos, é uma cidade à beira mar plantada, que nos faz lembrar um bocadinho as nossas cidades costeiras como a Figueira da Foz ou a Nazaré.

O Califa Iacube Almançor mandou construir a muralha, bem como aquela que seria a maior mesquita do mundo da altura, que ficou inacabada devido ao seu falecimento. Visitámos o sítio mais conhecido de Rabat, as ruínas dessa mesquita e aquele que seria o seu minarete, a Torre Hassan II. No mesmo complexo, visitámos também o Mausoléu do Rei Mohamed V.

A Torre Hassan II é verdadeiramente bonita, bem como o Casbá dos Oudaias. Aproveitámos para passear junto à marina e ver se a pescaria corria de feição, aos pescadores de chapéus coloridos, que passeavam o seu barco na foz do Rio Bu Regreg.

 

Direção: Casablanca!

Depois de mais uma hora de estrada chegámos à cidade onde tudo acontece. O trânsito é caótico. Casablanca é a maior cidade da zona costeira de Marrocos e também o maior pólo industrial e de comércio do país. É como se tivéssemos chegado a uma capital Europeia.

 

Onde dormir?

Fomos diretos ao hotel para relaxar, dos muitos quilómetros que tínhamos feito em poucos dias. Escolhemos o Dar Diafa para pernoitar. É uma casa moderna, decorada de forma exímia com tudo o que é típico marroquino: pratas, tapetes, louças e candeeiros gigantes.

Onde comer?

Decidimos passar na marginal, assistir ao pôr do sol e acabámos por jantar naquele que é o quinto maior centro comercial do mundo. Tão grande que tem um aquário gigantesco no meio.

#Dia 5- Casablanca/Marraquexe

Mesquita Hassan II: o ex libris de Casablanca!

Confessamos que só visitámos Casablanca por este motivo. Torna-se um bocado redutor, é verdade, mas também não nos sobrava muito tempo nesta longa jornada para apenas sete dias no país.

A Mesquita Hassan II é a única onde é permitida a entrada a não muçulmanos. Sim, todas as outras têm de se limitar a contemplar, apenas do lado de fora.

Escusado será falar sobre a imponência deste monumento, porque não há palavras que consigam explicar a beleza deste monstro construído em cima do mar.

Direção: Marraquexe!

Depois de uma viagem de três horas, chegámos a Marraquexe. Entregámos o carro e lá fomos conhecer o maior destino turístico de Marrocos.

Marraquexe é a quarta maior cidade do país, antiga cidade imperial. Dentro da muralha está localizada a medina, à semelhança de outras cidades. Conhecida como a cidade vermelha, devido às cores terra dos seus edifícios, Marraquexe é dona do maior Souk (mercado tradicional) de Marrocos, tendo assim um papel prepronderante no comércio e economia do país.

Como chegar ao Riad?

Apesar de o nosso objetivo ser poupar dinheiro nos transportes, percebemos pela experiência em Fez, que seria praticamente impossível. E porque tempo é dinheiro, não queríamos perder mais uma tarde à procura do riad. Para quem fica do lado de fora da medina é sempre mais fácil, uma vez que qualquer táxi vos deixa na porta do hotel. Digamos que o lado de fora é o lado moderno. Se negociarem um táxi para dentro da medina, ele vai deixar-vos numa das praças e, a partir daí, estão por vossa conta. Portanto, pedimos um transfer ao riad e, desta forma, não nos perdemos nos labirintos da cidade velha.

 

Onde dormir?

Fizemos o check in no Riad Hizad e não podíamos estar a terminar a nossa viagem de melhor forma. O alojamento era maravilhoso, tudo o que podíamos esperar de um riad em Marrocos.

#Dia 6 e 7- Marraquexe

Onde comer?

A melhor refeição que fizemos em Marraquexe foi o nosso último jantar, no restaurante Âme et Saveurs. Um rooftop de comida italiana incrível.

Ao almoço, escolhemos despedir-nos de Marrocos no mesmo restaurante da primeira noite, o Aqua, onde servem comida rápida, mas também comida típica marroquina. Este, fica localizado na Praça Jemaa El Fna, com uma vista priveligiada sobre a cidade e um bom custo benefício.

 

O que visitar?

Marraquexe tem vários pontos de interesse, sendo que nos concentrámos nos típicos: Palácio El Badi, Palácio de La Bahia, Jardin Majorelle, Souks, Mesquita KoutoubiaPraça Jemaa El FnaPraça des Épices.

Para viverem a verdadeira essência desta cidade, percam-se nas ruas da medina. Mais do que monumentos bonitos, o que trazemos na memória são as experiências, a cultura e a gastronomia. Ou Souks são uma perdição. O artesanato é do mais bonito que vimos até hoje e os cheiros das especiarias que sentimos a cada passo, é algo impossível de traduzir em palavras.

 

Balanço da Viagem:

Se tivéssemos que escolher apenas uma cidade para visitar, escolheríamos Marraquexe, sem sombra de dúvida. Mas, Chefchaouen não lhe fica atrás. Por isso, consideramos que estes foram os dois pontos altos da viagem. Começámos e acabámos de forma perfeita!

 

 

E vocês ficaram com curiosidade de conhecer as cores de Marrocos?


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