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MARROCOS | A VIAGEM DOS CINCO SENTIDOS

A Momondo desafiou-nos a partilhar o que mais nos apaixona… A resposta é óbvia: VIAJAR!


Mas o que tanto nos apaixona nas viagens?

Nada melhor que a nossa mais recente roadtrip a Marrocos para vos podermos transmitir como este país nos faz viajar nos cinco sentidos. Que mais podemos querer para vivermos de forma completa uma viagem?!



VISÃO / TATO

As cores do comércio

Tudo se vende em Marrocos. Os marroquinos são um povo comerciante, por natureza. Mas os artigos mais típicos vendidos nos souks, os mercados tradicionais, são aqueles que deixam o nosso olhar preso.

As lanternas e tapetes gigantes que nos fazem lembrar o Aladino, os azulejos, as malas e sapatos de peles curtidas de todas as cores, os fatos típicos, as louças e as cores das especiarias, preenchem de cores e texturas os mercados.

As cores das cidades

Chefchaouen, para quem vê de longe, parece um guetto pintado de azul. Mas, assim que entramos dentro da Medina, percebemos que aqueles cinquenta tons de azul são os mais bonitos que os nossos olhos já viram. Todos funcionam em harmonia. Já a cidade de Marraquexe é apelidada de cidade vermelha devido às suas construções em cores terracota.

As cores das experiências

Em Marraquexe quisemos viver aquele cliché de ver o pôr do sol. Para isso escolhemos o Grand Balcon du Café Glacier. E a vida seria perfeita se fosse feita de clichés como este. Enquanto a Praça Jemaa El Fna começa a ganhar vida, o sol pinta a cidade de vermelho deixando a torre da Mesquita Koutoubia fazer sombra pelas ruas. O vento quente atiça as mil bandeira de Marrocos espalhadas pela cidade. Percebemos que, se meio mundo diz que é umas das experiências imperdíveis em Marraquexe, é porque os nossos olhos a têm de viver, pelo menos uma vez na vida.

OLFATO

Podemos também sentir Marrocos de olhos fechados e sem tocar em nada.

Os cheiros que nos chegam são algo que não é possível de descrever em palavras. Eu e o João comentámos tantas vezes: “Quando escrevermos sobre este país como é que vamos conseguir passar às pessoas aquilo que sentimos?”. Temos de nos reduzir à nossa insignificância, porque é impossível dizer-vos como é estranhamente bom.

“Primeiro estranha-se, depois entranha-se.”

E damos por nós com saudades dos cheiros das ruas de Marraquexe. Desde as especiarias, aos incensos, às comidas típicas marroquinas, ao cheiro das peles dentro dos souks.

Não podemos deixar de falar sobre o cheiro do chá que nos foi servido em mil sítios, vezes sem conta. Depois de muitos testes já conseguimos distinguir um bom de um mau de olhos fechados. Basta cheirarem o vapor antes sequer de beber para perceberem o que vos estamos a dizer.

Conclusão: podíamos ser cegos que íamos saber que estávamos em Marrocos.

PALADAR

A cozinha Marroquina é inegavelmente incrível. Podemos dizer, com toda a certeza, que foi o país onde comemos melhor. E com isto queremos dizer que tivemos uma alimentação saudável, com comida de qualidade e bastante barata face ao que estamos habituados na Europa.

Sabem quando estamos a comer frango e sabemos que a carne veio da capoeira dos pais e não de um aviário? Há muita diferença no sabor, certo? Foi isso que sentimos em Marrocos. A comida parece natural, a carne criada no campo e os vegetais vindos diretamente da terra.

Escusado será dizer que passámos a semana a comer tagines, cuscuz e pastillas e adorámos.

AUDIÇÃO

O chamamento

O som mais típico que ouvimos em Marrocos repete-se quatro vezes por dia e sai de altifalantes espalhados por toda a Medina. Os mantras ouvem-se com o intuito de o povo se virar para Meca e rezar.

Em Mèknes, jantámos num sítio em que o proprietário abria as portas da sua própria casa para servir refeições na sua sala. Quando o som soou, ele desapareceu deixando dois estranhos na sua casa, a jantar, sem sequer se preocupar se iriam dali sair sem pagar. E nestes momentos percebemos quais as prioridades de cada cultura.

O trânsito

Não podemos deixar de falar do trânsito caótico, onde a buzinadela deve ser a maior forma de comunicação destronando todas as regras do trânsito, tais como as conhecemos. Andar a pé dentro de uma Medina sem ser atropelado por uma mota ou conduzir em Marrocos sem bater com o carro são missões que consideramos superadas com sucesso face à dificuldade que é.

A música

Todas as cidades são bons exemplos de como tudo muda à noite em Marrocos. Parece que ganham vida. Pela manhã tudo é lento e ao fim da tarde começam de novo a despertar para um novo ciclo. No entanto, a praça Jemaa El Fna é o melhor exemplo do antagonismo que se vive nas duas fases do dia. Tudo começa a acontecer um pouco antes do pôr do sol. Os sons dos tambores fazem-se sentir para todo o tipo de arte que vai acontecendo: acrobacias, faquires, danças típicas. Tudo isto misturado com o som das flautas dos encantadores de serpentes. E quando passamos nesta praça durante a noite, estamos mesmo a viver Marrocos.

Em Marrocos, fizemos uma viagem sensorial que nos permitiu fazer tudo o que mais gostamos, mergulhar na cultura de outro país.

Viajar, é sentarmo-nos a observar o que fazem as pessoas, quais as suas rotinas. É passear pelas ruas e perceber a dinâmica dos lugares. Se as pessoas andam apressadas ou mais lentas. É ver como se vestem, se são mais liberais ou mais conservadoras. É perceber quais os pratos típicos e experimentar novos sabores da gastronomia local.

Viajar, é um conjunto de experiências que nos enriquece e nos torna mais tolerantes à diferença. É conseguirmos respeitar essa diferença, abraçá-la e conseguirmos viver nela.

E regressamos a casa na certeza que de estamos a fazer algo para o nosso crescimento pessoal, porque não somos mais as pessoas do dia da partida!

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