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ALENTEJO: ROTEIRO DE 7 DIAS

O Alentejo foi uma das regiões que escolhemos para “viajar em tempos de pandemia”.

Não foi fácil decidir um itinerário. A quantidade de sítios históricos e merecedores de visita no interior Alentejano era infindável. Decidimos quais o locais que não queríamos perder e calculámos as distâncias entre eles. Assim, foi mais fácil seleccionar os alojamentos consoante essas distâncias. Neste post, podem encontrar os locais que visitámos neste roteiro de 7 dias pelo Alentejo, bem como as nossas recomendações de alojamentos e restaurantes.

Preparados para estes 7 dias pelo interior Alentejano?

#Dia 1 | De Coimbra a Castelo de Vide

 

Saímos de Coimbra em direção a Castelo de Vide. Esta vila, do distrito de Portalegre, foi a primeira paragem do nosso roteiro. E que belo começo… Do Jardim Grande subimos as ruas a pique em direção ao Forte de São Roque. Do alto da colina, na zona da Praça Alta avistamos o Castelo (que se encontra encerrado para obras) e o Parque Natural de São Mamede. Dentro das muralhas podem encontrar a Igreja e Largo da Senhora da Alegria. A Praça D. Pedro V é a zona central e mais agitada da vila, onde se encontra a Igreja de Santa Maria da Devesa. As ruas floridas de calçada irregular, ora a subir, ora a descer, e embuídas de um caráter romântico, são a razão perfeita para visitar esta vila. Casas caiadas de branco, portas e janelas de madeira e o amarelo que torneia janelas e fachadas, são a razão de uma harmonia perfeita.

Onde Dormir em Beirã: Tapada da Rabela

A Tapada da Rabela foi o local por nós escolhido para passar duas noites em pleno Parque Natural de São Mamede. Beirã fica situada a 13kms de Castelo de Vide, a 10kms de Marvão e mesmo ao lado da estação de Beirã-Marvão, num ponto estratégico ideal para o nosso roteiro.

Este alojamento de turismo rural é também uma reserva natural. Mais do que um sítio para dormir, a Tapada da Rabela é um local para proporcionar uma experiência em comunhão com a natureza. Aqui desfruta-se da calma do Alentejo aliado à preservação dos valores naturais. Um local ideal para relaxar.

#Dia 2 | Marvão

O dia começou em Marvão, a vila localizada no topo da Serra do Sapoio, em pleno Parque Natural de São Mamede. A 860m de altitude, cravada no alto de um rochedo que parece ter emergido da terra para dar vida a esta vila, está localizado o imponente Castelo de Marvão.

A entrada neste monumento histórico custa 1,5€. Vale a pena subir as torres e desfrutar das vistas, de cortar a respiração, sobre o Parque Natural de São Mamede. Daqui, já dizia Saramago, “vê-se a terra toda”. Marvão é imponente, e encerra nos seus muros uma vila medieval, com uma atmosfera mística que nos faz viajar no tempo. Temos que admitir que foi o lugar deste roteiro de que mais gostámos. Marvão roubou-nos o coração.

Regressámos a Beirã para a tão aguardada atividade no Rail Bike Marvão. Foram 16kms a pedalar num mix entre uma bicicleta (porque se pedala) e um carro (porque tem 4 rodas) na linha desativada em 2012, da estação de Beirã-Marvão. Adorámos a experiência. Foi uma atividade completamente fora da caixa e uma ideia genial da equipa do Rail Bike Marvão, que está de parabéns pela sua capacidade de proporcionar momentos memoráveis!

Onde comer em Marvão: Restaurante Varanda do Alentejo

O restaurante Varanda do Alentejo, onde nos deliciámos com umas migas de espargos e uns lagartos de porco preto, foi uma escolha certeira e a repetir em caso de regresso. Regras de segurança cumpridas, rapidez e uma simpatia memorável.

#Dia 3 | Elvas

Deixámos Beirã para rumar a um novo destino neste Roteiro de 7 dias no Alentejo: Elvas, Património Mundial da Unesco desde 2012. Não nos lembramos de ter visto Badajoz, mas o que sabemos é que os dedos das mãos não dão para contar o número de locais históricos que existem nesta cidade. Desde o Castelo à Antiga Sé de Elvas, localizada na Praça da República, mil Igrejas, Ermidas, Fontes, Fortes, etc, há arquitetura e história a cada canto. O Aqueduto das Amoreiras deixa qualquer um de queixo caído e o Forte de Nossa Senhora da Graça… Bem, não há palavras para descrever este lugar. Ao fim do dia, as pessoas rumam ao monte onde se localiza o Forte, seja para ver o pôr do sol ou só para pôr a conversa em dia com os amigos. E não é à toa que o fazem, porque a vista que temos deste lugar para a cidade fortificada de Elvas, é maravilhosa. Fica a dica…

Onde comer em Elvas: Restaurante Mercato

O Restaurante Mercato apresentou-nos as cervejas artesanais Alentejanas. A Blonde e a Velhaca regaram uma tábua de queijo e presunto. Acrescentámos umas gambas ao alho, numa combinação perfeita com a bela cerveja alentejana que não diríamos ser tão apelativa às papilas gustativas. Um local pequeno, ambiente familiar e uma simpatia maravilhosa na hora de recomendar o melhor do Alentejo.

#Dia 4 | Estremoz e Vila Viçosa

Começámos este dia em Estremoz, conhecida como a cidade branca do Alentejo, não só pelo casario branco, mas também pelas pedreiras existentes na zona, onde é produzido o famoso “Mármore de Estremoz”.

Entrámos nas muralhas pela Porta de Santarém e logo se ouve o silêncio, bem diferente do ambiente de vivacidade no centro da cidade. Existem como que dois locais diferentes, uma cidade nova e uma cidade velha. Subimos até ao Largo Dom Dinis, onde podem visitar a Igreja de Santa Maria. O Castelo, do qual temos de destacar a Torre de Menagem toda em mármore branco, foi convertido na Pousada Rainha Santa Isabel. No mesmo largo podem ainda encontrar os Paços Medievais de Estremoz (servia como salão de honra do Castelo), a Estátua em homenagem à Rainha Santa Isabel, que morreu em Estremoz, e uma desafogada vista para a planície Alentejana. Estremoz é um verdadeiro contraste entre o lado medieval e citadino.

Definitivamente este lugar merece um regresso, para explorar melhor a cidade nova, porque o calor que se fazia sentir nos derrotou.

Seguimos até Vila Viçosa, depois do almoço mas, uma vez mais, o calor era em demasia para explorar com toda a calma que gostamos de oferecer aos lugares. Destacamos o Castelo e o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, localizada dentro das muralhas. Na praça principal, onde se encontra o busto de Florbela Espanca, aqui nascida, também visitámos a Igreja de São Bartolomeu. E, não poderíamos terminar sem visitar o Terreiro do Paço, onde se situa a Igreja dos Agostinhos e o Palácio Ducal de Vila Viçosa, como uma fachada de 110 metros revestida de mármore da região

Onde Dormir em Borba: Quinta do Barreiro

A Quinta do Barreiro fica localizada em Borba, entre Elvas, Vila Viçosa e Estremoz. Ficámos duas noites neste alojamento de Turismo Rural e Agroturismo. Não vamos esquecer a simpatia nem os pequenos almoços da Carolina, que nos recebeu na sua casa com todo o amor que tem a este projeto. Um lugar para descansar e desfrutar da calma e com as belas vinhas da quinta como pano de fundo.

#Dia 5 | Evoramonte e Évora

Saídos de Borba, visitámos Evoramonte, local onde se assinou a Convenção de Evoramonte, que pôs termo à Guerra Civil. Entrámos na cidade muralhada e ficámos encantados com o Castelo, totalmente diferente de todos os que visitámos. Um edifício de inspiração Italiana, com quatro torres dispostas em cada canto de um quadrado perfeito e um nó pétreo na fachada.

Estejam atentos à calçada das ruas, pois Evoramonte é um museu de pintura ao ar livre. Desafiamo-vos a ver quantas casinhas viram pintadas no chão.

Não deixem de visitar a loja de Artesanato, o Celeiro do Comum onde podem encontrar produtos típicos da região e assistir à pintura de algumas peças ao vivo.

Seguimos até Évora. Estavam 38 graus às 16h, quando chegámos. Começámos por visitar a Igreja de São Francisco e a Capela dos Ossos. Seguimos em direção ao Templo Romano e ao Jardim de Diana, passámos na Sé de Évora, descemos a Rua 5 de Outubro (conhecida pelo seu artesanato) em direção à Praça Giraldo. Terminámos no Aqueduto das Águas de Prata, à conversa com umas senhoras que nos convidaram a espreitar a casa, porque nos viram muito espantados com a construção, mesmo por baixo dos arcos. E Portugal é isto: orgulho e hospitalidade.

#Dia 6- Monsaraz

Antes de chegarmos àquela que é uma das 7 Maravilhas de Portugal Aldeias, passámos em S. Pedro do Corval, a maior Olaria de Portugal, fomos ao Convento da Orada, agora abandonado e ao Cromeleque do Xerez, um monumento pré histórico que se situa perto do Convento. Só depois subimos às muralhas da Aldeia Monumento.

Monsaraz, é a menina que permaneceu na mocidade, enquanto o mundo avançou para outras idades e destinos. Qualquer uma das quatro portas da fortificação seiscentista vos conduz ao Largo Dom Nuno Álvares Pereira e ao Castelo. A vista? Essa é da cor do ouro, banhada por um grande espelho de água.

A Aldeia Monumento de Monsaraz tem tanto para oferecer dentro, como fora da fortificação medieval, e o grande lago Alqueva é um dos grandes responsáveis pelas experiências maravilhosas que podem vivenciar. A tarde foi então, passada nas margens do grande lago, na Praia Fluvial de Mourão e, não podia haver fim de dia mais perfeito, senão a olhar para o Dark Sky, onde somos assoberbados por uma imensidão de estrelas e galáxias.

Onde comer em Reguengos de Monsaraz: Restaurante Plano B

De todos os sítios onde comemos no Alentejo, no Plano B há um 3 em 1: as melhores migas de espargos, a melhor Sericaia Alentejana e o melhor bolo rançoso. Efetivamente, o bolo rançoso do Plano B ganhou o 1ºPrémio no Festival de Maio de Moura. E, se não fosse o Senhor António, não tínhamos terminado a noite de forma perfeita a ver o Dark Sky do Alqueva.

#Dia 7- Aldeia da Luz e Serpa

O último dia deste roteiro pelo Alentejo começou bem cedo para nós. Às 7h30m já estávamos a ver o amanhecer no Castelo de Monsaraz só para desfrutar novamente deste lugar, sem ser a derreter.

Depois de explorarmos cada recanto das muralhas de Monsaraz seguimos até à Aldeia da Luz. Triste, a história desta aldeia que foi destruída e engolida pelas águas do Alqueva. Visitámos o Museu da Luz (grátis ao Domingo), que explica o processo de reedificação de uma nova aldeia e onde podemos ouvir os relatos das pessoas que perderam o lugar de uma vida e se viram obrigados a recomeçar. 

A estrada interminável para aquela que era a antiga Aldeia da Luz afogou os pedaços de pedra, mas deixou bem presente a saudade e a memória do que ali existiu. O brilho da Aldeia da Luz desapareceu, para dar vida ao maior lago artificial da Europa, o maravilhoso Alqueva.

Seguimos até Serpa. Entrámos na cidade muralhada pela Porta de Beja com a vista do Aqueduto de Serpa. Desde o Palácio Condes de Ficalho, passando pela Igreja de Santa Maria, a Torre do Relógio e subindo ao Castelo, percorremos as ruas de uma cidade onde reina o calor seco e o silêncio.

Onde dormir em Ferreira do Alentejo: Trendy B&B

Situado em Ferreira do Alentejo, o Trendy B&B foi o local por nós escolhido para terminarmos a nossa estadia pelo Alentejo e seguir em direcção às praias algarvias. É um alojamento com uma vista desafogada para a planície Alentejana, onde reina a calma e a simpatia do Theo e da Fonneke. As decorações são eco friendly, remetem-nos para a reutilização dos materiais e aproveitar o que a natureza nos oferece.

Não podemos ser ambiciosos e achar que um roteiro de 7 dias pelo Alentejo é suficiente para conhecer aquela que é a maior região do nosso país. No entanto, é um balanço equilibrado para os locais que definimos. Teríamos reservado mais dois dias para explorar o Alqueva e mais dois dias na cidade de Évora (para visitar Arraiolos e Montemor-o-Novo). Mas, isso só nos dá motivos para regressar.

Mergulhámos no Alentejo profundo e, neste roteiro de 7 dias ficámos, desde logo, rendidos à calma e serenidade dos vários lugares por onde fomos passando. Este roteiro é uma viagem à história do nosso país e que nos mostrou que temos muito mais que #10milhoesderazoes para ficar em Portugal.

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