Aldeias do Xisto,  Centro de Portugal,  Destinos,  Europa,  Portugal

5 ALDEIAS DO XISTO PARA NOS APAIXONARMOS PELA SERRA DA LOUSÃ

Já todos devem ter percebido que, a nossa paixão pela Serra da Lousã, vai bem além do platónico. É uma paixão com dever de dar e receber. Um sítio ao qual recorremos, com frequência, quando queremos fugir do nosso ritmo de vida, do qual absorvemos a natureza e as cores do xisto, em contraste com a vegetação.

Estas aldeias são locais parados no tempo, que oferecem tudo o que é necessário para um momento, uma escapadinha ou até umas férias bem passadas longe do “mundo”.

São 12, as Aldeias do Xisto da Serra da Lousã e, depois de as termos palmilhado de ponta a ponta, o que queremos hoje é mostrar-vos o nosso Top 5.

Talasnal

É, possivelmente, a mais famosa deste grupo, mas a fama não é despida de valor, é real. Não é algo supérfluo e de vaidade, apenas porque já figurou em anúncios de televisão. Sim, a campanha de Natal de McDonalds de 2019 foi um vídeo cheio de magia, com uma mensagem bastante bonita acerca destes locais autênticos.

Desde a entrada na aldeia onde podemos encontrar a Taberna que serviu de inspiração a este vídeo, o passeio pelas suas ruas é sempre acompanhado pela melodia do cair da água no tanque. Cada beco da descida íngreme ao longo da serra, é uma descoberta. O Talasnal é carismático e romântico. Talvez por isso, as suas montanhas sejam conhecidas como “montanhas de amor”.

Gondramaz

Gondramaz tem uma alma velha, daquelas que foram felizes durante toda a sua vida. Em terra de artesãos, a arte perdura nas ruas, com figuras esculpidas no chão e nas paredes. Mas a arte não é só a das mãos, pois assim que chegamos a Gondramaz, somos recebidos com o poema “Bucólica”, de Miguel Torga. Não podia haver melhor começo para esta visita do que sermos recebidos com: “A vida é feita de nadas: de grandes serras paradas […]”.

A aldeia fica num ponto sem saída da Serra da Lousã. A estrada morre ali. A partir daí é apenas possível partir a pé pelos seus trilhos pedestres. A rua central alberga o casario de xisto, até onde o foi possível construir. Aqui, as escassas pessoas da aldeia, passeiam o gado ou dão dois dedos de conversa no banco do largo da Igreja.

Somos transportados no tempo, enquanto caminhamos entre a Igreja, o Beco do Tintol, as figuras de pedra esculpidas e o casario todo em xisto. Ao tempo ” […] de casas de moradia caídas, e com sinais de ninhos que outrora havia nos beirais”

Pena

Abrigada junto dos Penedos de Góis, fica a aldeia da Pena. Recebe-nos com duas ou três casas novas mas, ao entrarmos na aldeia e ao desembocarmos no Largo do Chafariz, percebemos que a construção em xisto foi preservada. O ribeiro corre junto dos penedos, contornando a aldeia. Já as casas, ao mesmo tempo que parecem engolidas pelos gigantescos maciços de pedra, também parecem crescer ao longo deles, num equilíbrio perfeito. É a menina bem guardada, no fundo dos Penedos de Góis.

Casal de São Simão

Uma aldeia de gentes. Aqui, conversa-se de uma casa para outra ou mesmo nas ruas. Não é apenas uma aldeia de turismo, mas também de uma comunidade que a quer manter viva ao longo do tempo. As casas estão todas reconstruídas, mantendo a identidade característica destes locais.

A aldeia é famosa pelas suas fragas, dona de um tesouro de águas cristalinas, conhecidas como Fragas de São Simão. Pode chegar-se de carro, descendo depois os passadiços, ou a pé, caminhando ao longo da vereda, sempre em direção ao som da cascata.

O Casal de São Simão é, assim, a alma renovada das aldeias do xisto.

Casal Novo

O Casal Novo é quase imperceptível para quem passa na estrada. No entanto, a paragem aqui é obrigatória. Um casal, novo de nome, mas pouco novo em idade. Ao entrarmos na aldeia mergulhamos na vegetação que cobre o casario. Aqui, estamos bem no centro da Serra da Lousã, a meio caminho entre o Talasnal e o Santuário da Nossa Senhora da Piedade.

Da eira, podemos ver o castelo e avistar a cidade. As cores da serra ao fim da tarde, são algo digno de se ver. Misturam-se os laranjas, nos quais se transforma o castanho do xisto quando recebe a luz do sol, e o verde da serra. Podemos regressar a casa com a sensação de energia renovada.

Das 12 Aldeias do Xisto da Serra da Lousã, este é o nosso top 5.  São 5 motivos para se apaixonarem por esta serra, tanto quanto nós.

E estas são apenas cinco das #10milhoesderazoes para ficar em Portugal!

Subscrever Blog

Sempre que publicarmos um novo artigo serão os primeiros a saber. Basta subscrever o blog para receberem a notificação de novos artigos por email.

Partilhar
  • 63
    Shares

Comentar

%d bloggers like this: